Medina supera Filipinho e é campeão na piscina de ondas artificiais de Slater

Medina supera Filipinho e é campeão na piscina de ondas artificiais de Slater
Primeiro brasileiro campeão mundial esperou até a última onda de Toledo para soltar o grito de campeão em evento fechado no Surf Ranch, em Lemoore, na Califórnia

Medina e Carissa Moore são campeões em torneio na piscina de ondas de Kelly Slater
Gabriel Medina é o campeão do Future Classic, o primeiro campeonato realizado na piscina de ondas artificiais desenvolvida pela Kelly Slater Wave Company, em Lemoore, na Califórnia. Na final, o paulista de São Sebastião aguardou até a última onda de Filipe Toledo, uma esquerda, para vencer no Surf Ranch.
– Essa onda é incrível, é a onda dos sonhos, que temos que viajar horas, dias, para buscar uma onda como essa e as vezes nem acha. Hoje a gente tem a oportunidade de ter ela assim tão fácil, tão prático. Na verdade, estamos vivendo o futuro do surfe e é uma honra poder estar presente neste dia, estar vivendo isso junto com os melhores do mundo. É uma onda que qualquer surfista sonharia ter no seu quintal ou num lugar próximo, então a gente está vivendo um sonho hoje – disse o campeão.
Os outros finalistas foram o americano Kanoa Igarashi e o australiano Adrian Buchan. Poucos dias antes, os tops da elite estavam em outro pico do estado, em San Clemente, para a oitava etapa do Circuito Mundial em Trestles, com vitórias de Filipinho e Silvana. Medina e Toledo colocaram na mesa a inovação e a progressividade, sendo os grandes destaques. Nada mais justo do que uma dobradinha para selar a campanha, com o primeiro e o segundo lugares.

O evento fechado, organizado pela Liga Mundial de Surfe (WSL) quebra paradigmas e traz o futuro ao presente, abrindo um leque de possibilidades com a tecnologia capaz de formar ondas perfeitas. Não houve transmissão ao vivo, embora muitas imagens tenham sido divulgadas e espalhadas ao redor do mundo. Duas baterias definiram os finalistas. Os atletas surfaram duas direitas e duas esquerdas, e o somatório foi feito pelas duas melhores notas de cada lado da onda.
Medina transformou as paredes das ondas em rampas de decolagem para aéreos ao longo da competição e apostou em um arsenal de manobras poderosas na decisão. Com um total de 16.87 pontos, 7.57 na direita e 6.00 na esquerda, o campeão mundial de 2014 precisou torcer para que Filipinho não fizesse uma nota igual ou superior a 7.77 na última esquerda. Último finalista a entrar na piscina, o paulista de Ubatuba também deu show, mas acabou caindo em um floater e abriu o caminho para a vitória do compatriota.

Filipinho garantiu 9.10 em uma direita, enquanto Kanoa foi recompensado com um 8.50. O paulista e o americano não repetiram o desempenho na esquerda. Toledo ficou com 2.33 e Igarashi recebeu 4.50. Ace Buchan, por sua vez, somou 4.60 na direita e 8.60 na esquerda, segurando a lanterna. Adriano de Souza, Kelly Slater, Mick Fanning, Jordy Smith e outros surfistas também foram convidados para o evento especial.
– É perfeito. É aquela onda que todos nós sonhamos, aquelas que desenhamos no papel. Poder surfar, encaixar num tubo por 20 segundos e sair fazendo batidas e rasgadas e em seguida finalizar a onda, é incrível, é perfeito, com condições iguais para todos, é um sonho – disse Filipe Toledo.

Única representante do Brazilian Storm entre as mulheres, Silvana Lima por pouco não se garantiu na final. A cearense, campeã da última etapa, em Trestles, terminou quinto lugar. A vencedora foi a havaiana Carissa Moore, que desapareceu em tubos e foi firme nas manobras para desbancar as australianas Stephanie Gilmore e Tyler Wright.
Resultados do Future Classic:
Masculino
1º: Gabriel Medina (BRA)
2º: Filipe Toledo (BRA)
3º: Kanoa Igarashi (EUA)
4º: Adrian Buchan (AUS)
Feminino
1ª: Carissa Moore (HAV)
2ª: Stephanie Gilmore (AUS)
3ª: Tyler Wright (AUS)

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