Haole goofy crowd swell e lay day dicionário para falar com surfistas


“Haole”, “goofy”, “crowd”, “swell” e “lay day”: dicionário para falar com surfistas

Confira um glossário com algumas gírias e expressões comuns no mundo do surfe

Por GloboEsporte.comRio de Janeiro

A inédita conquista de Gabriel Medina voltou as atenções do grande público brasileiro para o surfe. Apontado como o “Neymar” do esporte, o jovem de 21 anos conquistou uma legião de fãs, admiradores e novatos na modalidade com o histórico título mundial verde e amarelo. No entanto, os termos e expressões dos surfistas ainda podem soar estranhos para quem não está acostumado com o vocabulário. Para quem ainda está “boiando” na onda do momento, o GloboEsporte.com preparou um glossário com algumas das principais gírias e expressões do surfe.

Julian Wilson, surfe, Pipeline (Foto: Pedro Gomes Photography)
Julian Wilson leva “vaca” em Pipeline, no Havaí (Foto: Pedro Gomes Photography)

DICIONÁRIO BÁSICO DO SURFE

– “Alisar”: Quando o mar passa a ficar mais liso e deixa de ficar mexido
– “Alternates”: Surfistas reservas, que entram no lugar de algum atleta inscrito na competição
– “Banco de areia”: Formação de areia que faz a onda quebrar.
– Batida: Manobra em que o surfista sobe a parede da onda depois dar uma cavada e bate com a parte debaixo da prancha na crista da onda (“lip”). Pode ser realizada tanto no “lip”, como na espuma quando a onda quebra para os dois lados
– “Bomba”: Onda grande
– “Big rider”: Surfista que encara ondas grandes
– Cavada: Quando o surfista executa manobra com uma curva na base da onda para ganhar velocidade. A cavada pode ser tanto de “backside” (atleta de costas para a parede da onda) ou de “frontside” (de frente para a onda)
– “Cutback”: Manobra em que o surfista, depois de pegar a onda, dá uma cavada na base, parte para a direção oposta e depois volta para a direção anterior, em um formato de “S”
– “Crowd”: Quando o mar ou o pico de surfe está lotado de surfistas
– “Drop”: Quando o surfista pega a onda, podemos dizer que ele dropou a onda
– “Flat”: Quando o mar está sem ondas, os surfistas dizem que o mar está “flat”, liso.
– “Free surfer”: Surfista que não disputa competições e que pratica o esporte apenas por prazer, viajando pelo mundo atrás de ondas perfeitas
– “Goofy”: Atleta que surfa com o pé direito na frente da prancha, como Gabriel Medina
– “Haole”: É como os surfistas chamam os estrangeiros ou aqueles que não são frequentadores daquele lugar
– “Inside”: É a arrebentação, ou seja, o lugar onde as ondas quebram
– “Lay day”: Quando os organizadores do campeonato optam por adiar as baterias por conta das condições ruins do mar.
– “Lip”: É a crista da onda, a parte superior da onda
– “Marola”: Quando as ondas estão pequenas, podemos dizer que está uma “marola”. Quando um surfista gosta de surfar em um mar pequeno, ele é chamado de “merrequeiro”
– “Quebra-côco”: Quando a onda é oca e quebra rapidamente, prejudicando a prática do surfe
– Rabeta: É a parte de trás da prancha
– Rabear: Entrar numa onda que pertence a outro surfista
– Rasgada: Manobra em que o surfista, depois da cavada, vai em direção à crista, mas, antes de chegar lá, usa força e agilidade para mudar de direção, voltando para a base
– “Regular”: Atleta que surfa com o pé esquerdo na frente da prancha, como Mick Fanning
– “Reef”: É a bancada, ou seja, o fundo do local onde a onda quebra. Pode ser uma bancada de coral, pedra ou areia)
– Série: É a sequência de ondas que surge no mar
– “Swell”: É a ondulação, formada por tempestades no oceano
– “Shaper”: É o profissional que fabrica as pranchas de surfe
– “Storm”: o termo, que na tradução do inglês para o português significa tempestade, também é usado pelos surfistas para designar um mar grande e revolto, perigoso para a prática do surfe
– “Tow in”: É a prática mais extrema do surfe, quando o surfista de ondas grandes é rebocado para a onda de jet-ski ou até mesmo de helicóptero
– “Vaca”: Quando um surfista sofre um caldo, se diz que ele levou uma “vaca”
– “Wildcard”: E o surfista que disputa um evento como convidado e que não precisa ter sido classificado pelo ranking mundial. Eles passam por um “qualyfing” (triagem, qualificatório) antes da disputa principal

Medina surfa no meio do "crowd" no pico do Lagido, em Peniche (Foto: Bruno G. Camargo)
Medina surfa no meio do “crowd” no pico do Lagido, em Peniche, Portugal (Foto: Bruno G. Camargo)
Pipeline WCT surfe quinta-feira (Foto: Pedro Gomes Photography)
Lay day: dia sem ondas em Pipeline (Foto: Pedro Gomes Photography)