Brasil terá nove surfistas na elite; Medina e Mineirinho puxam fila


Vem, 2017! Brasil terá nove surfistas na
elite; Medina e Mineirinho puxam fila

Miguel Pupo seca rivais e garante um lugar na primeira divisão do surfe; País terá um competidor a menos que em 2016 e busca voltar ao topo do Circuito Mundial (WSL)

Por GloboEsporte.comOahu, Havaí

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Depois de dois anos com brasileiros no topo do mundo, em 2016 o país acabou sem o título da WSL, o Circuito Mundial da modalidade. Mas o Brasil segue entre as potências do esporte, e garantiu a presença de nove surfistas na divisão principal do ano que vem. Gabriel Medina, Adriano Souza, Filipe Toledo, Ítalo Ferreira, Caio Ibelli, Wiggolly Dantas e Miguel Pupo terminaram o ano entre os 22 primeiros do ranking mundial e asseguraram um lugar na elite. Já Jadson André e Ian Gouveia conseguiram ótimos resultados no QS (espécie de segunda divisão) e, assim, conseguiram uma das dez vagas na WSL do ano que vem.

 

Destaque do Brazilian Storm e na elite desde 2011, Miguel Pupo está confiante em bom resultado nas longas direitas de J-Bay (Foto: KELLY CESTARY/WSL)
Pupo secou os rivais e se manteve na elite (Foto: KELLY CESTARY/WSL)

A temporada começa no dia 14 de março, na Austrália. Confira aqui o calendário completo

Alex Ribeiro e Alejo Muniz, que disputaram a temporada inteira da divisão principal do surfe, acabaram rebaixados para a divisão de acesso. Alex teve uma ótima quinta posição na oitava etapa, mas colecionou eliminações nas primeiras fases. Já Alejo não participou das duas primeiras etapas do ano, e isso o atrapalhou para o restante de 2016.

Importante lembrar que dois brasileiros estão na “lista de espera” para entrar na primeira divisão do ano que vem. Bino Lopes foi o 11º e Jessé Mendes o 12º no QS.

GABRIEL MEDINA

Gabriel Medina foi surpreendido por zebra australiana (Foto: Damien Poullenot / WSL)
Gabriel Medina(Foto: Damien Poullenot / WSL)

Gabriel Medina brigou pelo título na temporada até a penúltima etapa, mas ficou em terceiro lugar no geral. Após vencer a WSL em 2014, ficou em terceiro em 2015 e, nesta temporada, conseguiu bons resultados, como o título em Fiji e o vice na França.

A temporada de 2017 será a sexta do surfista na elite da modalidade. Foi 12º em 2011, sétimo em 2012 e 14º em 2013.

 

ADRIANO SOUZA

Adriano de Souza Mineirinho, Pipeline (Foto: WSL / Damien Poullenot)
Adriano de Souza Mineirinho, Pipeline (Foto: WSL / Damien Poullenot)

Campeão da temporada em 2015, Mineirinho chegou a apenas uma semifinal em 2016, e não conseguiu brigar pelo título. Conseguiu campanhas regulares, com três quintos lugares, mas não embalou. Fechou a temporada em décimo primeiro lugar.

A temporada de 2017 é sua 12ª na elite do surfe mundial. Em 2006 e 2007, ele penou para seguir na primeira divisão, mas desde 2008 fica entre os melhores do mundo.

Filipe Toledo ganhou um único 10 perfeito do Pipeline Masters de 2016, porém, caiu diante de Michel Bourez (Foto: Twitter/WSL)
Filipe Toledo (Foto: Twitter/WSL)

Uma contusão na perna australiana, no início do ano, tirou qualquer chance de  título de Filipe Toledo na temporada. Mesmo perdendo duas etapas, o brasileiro conseguiu subir na classificação com bons resultados, com os terceiros lugares em Gold Coast e na Califórnia, além de ser quinto na França. Ficou em nono.

Encerrou a temporada em 13º no Havaí, mas com uma nota dez unânime, que anima o surfista para 2017.

Ítalo Ferreira impressiona o mundo com aéreo gigante em Peniche (Foto: WSL / Poullenot)
Ítalo Ferreira impressiona o mundo com aéreo gigante em Peniche (Foto: WSL / Poullenot)

Eleito o calouro do ano em 2015, quando terminou em sétimo lugar, Italo Ferreira não foi tão bem nesta temporada, mas assegurou um lugar na elite de 2017 sem maiores problemas. Fechou o ranking em 15º.

Foram dois terceiros lugares, ainda na perna australiana, depois uma série de sete 13º lugares, não conseguindo subir na classificação, mas com pontos o bastante para não correr risco de rebaixamento.

CAIO IBELLI

Caio Ibelli J-Bay primeira fase surfe (Foto: Divulgação/WSL)
Caio Ibelli J-Bay primeira fase surfe (Foto: Divulgação/WSL)

Caio passou sua primeira temporada na elite sem grandes sustos. Logo nas quatro primeiras etapas, conseguiu três nonos e um quinto lugar, se colocando entre os melhores da temporada. No decorrer do ano, perdeu um pouco de rendimento, mas fechou em 16º, sendo o melhor novato da temporada.

Na última etapa, no Havaí, Caio acabou eliminado logo de cara, perdendo a primeira fase para Kelly Slater, e caindo na repescagem em um mar com poucas ondas, somando apenas 4,63 pontos.

WIGGOLLY DANTAS

Wiggolly Dantas em Margaret River na Austrália - surfe (Foto: @WSL / Sloane)
Wiggolly Dantas em Margaret River na Austrália – surfe (Foto: @WSL / Sloane)

Wiggolly disputará pela terceira vez seguida a elite do surfe mundial. Ele encerrou o ano em 20º no ranking, se garantindo para 2017 só depois do resultado na última etapa, disputada no Havaí. Ele parou na terceira fase, caindo diante de Filipinho, mas secou os rivais mais próximos, e conseguiu se manter no top 22, em 20º.

Os melhores resultados do ano vieram na Austrália (Bells Beach) e em Fiji, em ambos os casos, perdeu nas quartas de final e fechou essas etapas em quinto.

MIGUEL PUPO

Com medo de ataques, Miguel Pupo pediu meidas mais efetivas contra tubarões em J-Bay (Foto: DANIEL SMORIGO )
Miguel Pupo segue na elite (Foto: DANIEL SMORIGO )

Foi no sufoco, mas Miguel conseguiu assegurar um lugar na elite do surfe no ano que vem. Ficou em 13º no Havaí e teve que “secar” alguns adversários para se garantir no top-22.

Será o sexto ano completo dele na elite do surfe, e sua melhor classificação foi a 17ª posição em 2012.

Em 2016, conseguiu dois quintos lugares e caiu seis vezes na terceira fase. Fechou a temporada em 21º.

JADSON ANDRÉ

Jadson André surfe (Foto: WSL/Cestari)
Jadson André surfe (Foto: WSL/Cestari)

Jadson André brigou até a última etapa da principal divisão para ficar entre os 22 primeiros do ranking, mas acabou fora da lista, terminando em 26º.

Sua presença no WSL do ano que vem foi garantido pelo Circuito Qualificatório (QS), em que terminou na oitava posição. Na principal divisão do surfe, Jadson teve como principais resultados três nonos lugares, mas não foram suficientes, já que em quatro etapas sequer passou da primeira fase.

IAN GOUVEIA

Ian Gouveia durante campeonato em Haleiwa, no Havaí (Foto: WSL - Kelly Cestari)
Ian Gouveia durante campeonato em Haleiwa, no Havaí (Foto: WSL – Kelly Cestari)

Ian Gouveia terminou a temporada em nono lugar no QS, o Circuito qualificatório para a divisão da elite. A vaga do pernambucano foi confirmada após as eliminações de Ezekiel Lau e Jack Freestone em Sunset. No último dia em Sunset, 13 dos 32 atletas estavam na briga pelas últimas vagas do QS. Bino Lopes, eliminado na terceira fase, terminou em 12º e não se manteve na lista dos 10 indicados pelo QS.